
“Meu nome é Legião, porque somos muitos.”
Disse um bando de capetas que alugava o corpo de um infeliz para Jesus.
Como odeio Legião Urbana, como odeio Rock Brasileiro, como odeio qualquer coisa produzida no Brasil durante os anos oitenta (do Gurgel ao computador Cobra).
Era engraçado viajar com meu avô para Bananal, na estrada íamos escutando as rádios FM, uma das bandas que ele mais gostava de falar mal era Titãs, ele tinha certeza absoluta que o Arnaldo Antunes sofria de alguma doença mental.
O velho detestava qualquer estrangeirismo na MPB, culpava grandes gravadoras pelo sumiço do samba na mídia.
Já meu pai era o contrário, odiava música brasileira em geral, era fã das porcarias inglesas e americanas dos anos 60 e 70, acima de tudo sentia repulsa total por caetanos e chicos buarques da vida.
Eu saí até bonzinho, gosto de umas duas ou três músicas do Cartola, qualquer filha-da-puta dessa nova MPB que citar meu avô ou grava-lo ganha uns pontos comigo e posso me considerar um fã do Raul Seixas. (talvez a única coisa boa no Rock nacional)