Eu sou cheio de merdas, e não estou falando de prisão de ventre (isso resolvo com 46). Tem várias coisas que me incomodam.
Estampas – tenho verdadeiro nojo de tecidos estampados, se forem padrões geométricos não tem problema, mas temas florais, bichinhos e outros tipos de merda me fazem vomitar. É deprimente ver homens adultos hoje usando esse tipo de merda. Quando criança brigava para usar pijamas ao contrário.
Maquiagem – detesto maquiagem, odeio mulher maquiada, parecem palhaços e assim como Kramer odeio palhaços também.
Poetas – Poeta bom é poeta morto, na porta da EBA – UFRJ sempre tinha um hippie da Letras vendendo poesia, uma vez fiquei puto e perguntei para ele se por acaso eu ia para a porta da faculdade dele vender desenho ou se ao menos ele queria trocar um desenho meu por uma poesia.
Isso é bemverdade, mas no caso aqui não se aplica. Pedro Bayeux apesar de um pouco moonbat, é um cara sangue bom e se ele tivesse recursos seria algo próximo ao cliente perfeito.
Já havia trabalhado com ele (e mais um bando de malucos fuderosos) em um clipe do Cordel do Fogo Encantado (diga-se de passagem o estilo de som é dos que mais odeio, hippie-DCE-comunista-regional-raiz-cabeça-teatral-mamulengo-da-porra). E o bagulho flui, e eu gostei do resultado final.
Uns meses depois o cara me chamou para outra empreitada, como já disse não sou muito de prestar atenção em briefing, logo, até hoje não sei direito do que se tratava, mas parece que era um documentário sobre hackers e Linux… enfim, como vendi minha alma para o Bill Gates não entendo nada de Lixus a não ser que o mascote dele é um pingüim.
Tendo isso em mente saí fazendo uma porrada de desenhos de pingüiniformes sem me preocupar muito com o “patrão” , já que o cara me deu liberdade quase que total.
Eu não sei que fim levou o projeto, mas creio que como não era um documetário sobre catadores de papel ou figuras obscuras da MPB não deve ter despertado muito interesse na galera da Petrobras.