Pulgão

27/01/2009

Tá certo Pulgão, sabemos que você tem doutorado e o escambal, mas esse tipo de merda não vale nada por aqui. Para viver em nossos túneis tem que ser produtivo.

Deixa a rapaziada espremer o teu traseiro e colher uns feijões para o bem de toda a colônia.

Não seja  careta e elitista, afinal de contas, você não quer ser condenado como inimigo da revolução, né?!


Especialista em Porra Nenhuma

27/01/2009

Ainda não tenho trinta anos e já desisti de ser um especialista, mas justiça seja feita, tentei pra caralho.

Cheguei muito perto com a obra de Tolkien, perto mesmo. Há uns 15 anos atrás ninguém sabia quem era John Ronald Reuel Tolkieno ou que era Senhor dos Anéis. A Martins Fontes ainda não havia lançado a primeira edição em português brasileiro, só tinhamos acesso à excelente edição portuguesa da Europa-América ou versão bootleg da ArtNova.

Enfim, em todo período que antecede o filme, eu lia sem parar e seguidamente toda a obra (devo ter lido o Silmarillion umas 100 vezes), comprava títulos em inglês na Leonardo Da Vinci e brigava com  meu inglês ainda muito deficiente na época para acabar os 12 Books of Lost Tales. Além de uma porrada de livros só de ilustrações.

Encontrar outro especialista na obra de Tolkien era tipo um lance Highlander, só podia haver um. Era uma batalha fodida de conhecimentos sobre a porra de um lugar que nunca existiu.

Lembro de me cadastrar na Valinor lá pra 99 ou 2000, quando fui obrigado escolher um apelido, usei Malgalad. O cara disse que eu tinha inventado, provei-lhe fornecendo página e parágrafo onde estava o bendito nome no Contos Inacabados.

Foi chegando a época do maldito filme estreiar, desde do começo dos rumores comecei a fazer tatuagens baseadas na obra, meti um o brasão numenoriano na perna, as consoantes do meu nome em tengwar (hábito dos reis do poente) e um segundo brasão no braço, esse desenhado pelo própio Tolkien, representando o rei Fingolfin, agora niguém amava mais Endor que eu!

Aí veio essa porra de filme, com seu Frodo de olhos azuis, elfos samurais, princesas-elficas guerreiras e  os homens de Rohan evocando antigas alianças da quais nunca fizeram parte.

Não posso esquecer também toda a tralha de  bonequinhos articulados (dos quais confesso ter alguns)  jogos eletrônicos e um maldito batalhão de entendidos do assunto. Qualquer pivete que havia lido o livro há uns três meses achava que podia discutir comigo. Passei a ter horror da cara do Ian McKellen e Viggo Mortensen, começava a falar do Harry Potter quando alguém puxava assunto sobre a trilogia.

Quando meu latifúndio começou a ser invadido pelo o MSTM ( Movimento dos Sem Terra-Média), então peguei meus livrinhos de páginas amareladas e parti metaforicamente para minha Valinor de onde vejo o desenrolar das história dos tolkianistas pós Peter Jackson.

Mas havia outros campo em que atuava também, a Obra de Frank Herbert por exemplo, só encotrei dois fãs (pessoalmente) em toda minha vida,depois de ler quase toda essa bizantina obra, desenvolvi uma teoria que viria a ser a pederneira para ativar a chama de uma discussão com qualquer nerd:

Star Wars é uma versão Disney de Duna.

Convenhamos, Star Wars é foda por zilhões de motivos mas a história é infantil demais. George Lucas pegou descaramente elementos da série de Herbert e os infantilizou.

Luke não passa de um caipira com quimono de judô perto do Mua’dib Paul Atreides, os poderes Jedi são simplismente truque de kit de mágica perto das técnicas Bene Gesserit e Jaba é só um sapo-boi perto do milenar Imperador-Deus (Confesso, me cago de rir quando falo isso para qualquer gordola que acha que o Han Solo atirou primeiro).

Bom, ainda tentei ser especialista em outras merda, comprei umas tintas da Revell e umas modelos da Italeri mas estão até hoje no meu armário. Marvel, DC, Robert E. Howard, Star Trek, G.I. Joe, Capitão Planeta, Snorks, Ursinhos Carinhosos … desde sempre consumia um pouco de cada, talvez por isso meu Brave Star se juntava com o negão mágico dos Silver Hawks  para enfiar a porrada no Hordak .