O primeiro Proyeto Patata/Projeto Batata de Santiago Solis chegou para mim direto da terra de Cantinflas, Tin tan, Los Tigres del Norte, Maximiliano I, Vicente Fox e do cara que deu uma picaretada em um picareta chamado Trotsky.
“Não me peça para dar a única coisa que tenho para vender”
Cacilda Becker
Como já disse sou uma bosta para desenhar mulher, portanto quando uns meses atrás um amigo me passou o contato de um possível trabalho em que o primeiro passo consistia em fazer uma ilustração baseado em uma imagem (de péssima qualidade) da Sabrina Sato, por pouco recusei.
Para resumir o assunto, o bagulho era um teste (mas a contratante falava como se o emprego fosse meu) para uma produtora que faz alguns dos programas do canal Multishow.
Nesse processo concorriam (ao menos que tomei conhecimento) comigo dois outros profissionais, que coincidentemente, além de terem sido meus colegas de faculdade também eram meus amigos (um deles, já vinha ralando fazia mais de dois meses também acreditando que o emprego era dele).
A maior putaria desse episódio não foi a total falta de profissionalismo e respeito por parte da produtora ou por terem me avisado por e-mail um mês depois que a vaga já havia sido preenchida, mas o fato de que no fim escolheram quem cobrou menos e não o melhor.
Se eu fosse michê ou traficante de drogas talvez me respeitassem mais.
P.s: perguntei para meus amigos quanto eles haviam cobrado e percebi que o escolhido foi o mais barato, tendo em vista que todas as ilustrações que fizemos estavam parecidas.
Esse acabou de não ser executado. Fiz a ilustração para a capa da banda do meu amigo Rodrigo Baiano (que na Bahia é chamado simplesmente de Rodrigo).
O nome da banda é Futchers e ia ser lançado por um selo gringo, o que acabou não acontecendo devido a crise financeira ou a pilantras como eu que não param de baixar mp3 e não compram CDs há anos.
A ilustração, como qualquer trabalho que faço grátis para amigos, fluiu naturalmente. Cheguei a fazer um segundo desenho mais complicado e cheio de sacanagens mas o escolhido foi o cara-de-toupeira deprimido.
P.s: Essa textura e o resto da arte da capa deu um tchan no bagulho, parabéns para o designer.
Isso é bemverdade, mas no caso aqui não se aplica. Pedro Bayeux apesar de um pouco moonbat, é um cara sangue bom e se ele tivesse recursos seria algo próximo ao cliente perfeito.
Já havia trabalhado com ele (e mais um bando de malucos fuderosos) em um clipe do Cordel do Fogo Encantado (diga-se de passagem o estilo de som é dos que mais odeio, hippie-DCE-comunista-regional-raiz-cabeça-teatral-mamulengo-da-porra). E o bagulho flui, e eu gostei do resultado final.
Uns meses depois o cara me chamou para outra empreitada, como já disse não sou muito de prestar atenção em briefing, logo, até hoje não sei direito do que se tratava, mas parece que era um documentário sobre hackers e Linux… enfim, como vendi minha alma para o Bill Gates não entendo nada de Lixus a não ser que o mascote dele é um pingüim.
Tendo isso em mente saí fazendo uma porrada de desenhos de pingüiniformes sem me preocupar muito com o “patrão” , já que o cara me deu liberdade quase que total.
Eu não sei que fim levou o projeto, mas creio que como não era um documetário sobre catadores de papel ou figuras obscuras da MPB não deve ter despertado muito interesse na galera da Petrobras.
Esse foi um daqueles trabalhos “faz qualquer merda que nós publicamos”.
Quando minha amiga veio com o convite para esse projeto (não me lembro se era revista ou livro, nunca presto atenção em briefing) aceitei na hora. Apesar de ter um tema (circo) e limitação sobre cores (apenas tons de cinza), a liberdade era quase total além do grande chamariz (ao menos para mim), ser publicado em um país estrangeiro.
cópia descarada dos palhaços mudos do Laerte, mas foi inconsciente juro!
Não tinha dinheiro na jogada, mas me foi prometido ao menos o envio de um exemplar, estou esperando até hoje essa merda.
Já procurei nos quatro cantos do Google qualquer referência sobra a publicação e a única coisa sempre encontro são minhas ilustras e de Mariana Abasolo.
Existe um lugar mágico para onde vão todos os trabalhos que por várias razões ou nenhuma jamais saíram da tela do monitor.
Dando ínicio a essa série deprimente, apresentarei duas ilustrações encomendadas pela aLeda, famosa fabricante de seda que passarinho não aperta.
Os caras foram sangue bom, depositaram a grana em dia ( pude pagar minha tv a cabo e comprar uma camisa do America), e acima de tudo, deram carta branca pra fazer a bosta que quisesse.
O mais curioso foi me pedirem para fazer uma tirinha. Como não sei fazer, peguei uma desenho reject, e o dividi em três quadros.
Eu não sou um fumador de drogas portanto até hoje não sei se eles usaram os trabalho ou sem querer deletaram o e-mail em que enviei as imagens.
Se algum maconheiro por acaso viu essas ilustrações, por favor, escaneie ou tire uma foto e me mande.